O site não acusa ninguém: só junta dados oficiais e mostra a prova de cada número, com o link para o documento original.
Quem manda na sua cidade, e o que já pesa contra cada um
Digite sua cidade. Aparecem o prefeito, os vereadores, o governador, os senadores e os deputados do seu estado, e o que a Justiça e os tribunais de contas já registraram sobre cada um.
Quer procurar um político pelo nome? Clique aqui.
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Na mão de quem mais sumiu dinheiro público
Compras com preço inflado
Preço inflado é o jeito mais comum de desviar dinheiro em compra pública: a prefeitura paga caro, a empresa embolsa a diferença. Aqui cada compra é comparada com o preço normal do mesmo produto, o preço do meio que os outros órgãos pagaram, e aparece toda compra que pagou o dobro ou mais. Nem todo preço alto é roubo: cada caso tem a descrição e a prova para conferir.
Como a comparação é feita
Aqui cada compra é comparada com o preço normal do mesmo produto, o preço do meio que os outros órgãos pagaram (dipirona 500 mg com dipirona 500 mg, ar-condicionado de parede de 12 mil BTUs com o mesmo tipo, gangorra de ferro de 3 lugares com gangorra de ferro de 3 lugares, gasolina com gasolina do mesmo estado). Aparece toda compra que pagou o dobro ou mais. Parque montado (com torres, módulos ou brinquedão) e brinquedo adaptado ficam de fora, porque variam demais para ter um preço normal. Combustível lançado como lote inteiro, sem o preço do litro, também fica de fora. Além dessas buscas, tudo o que passa pelo Compras.gov.br (governo federal, estados e as prefeituras que usam o sistema) é comparado pelo catálogo oficial de produtos do governo: mesmo código de produto e mesma embalagem (caixa com 100 só com caixa com 100). Só vale quando pelo menos 15 compras de 8 órgãos diferentes dizem qual é o preço normal e a maioria paga parecido. O normal é o da região (Norte, Nordeste...) quando ela tem compras bastantes, porque frete pesa. Ficam de fora: produto descrito só pelo nome ("Notebook" pode ser de R$ 3 mil ou de R$ 15 mil), fruta, legume e verdura (mudam de preço com a safra) e compra acima de 5 vezes o normal, que no catálogo é quase sempre a embalagem errada (o preço da caixa com 10 lançado como se fosse de 1). Nem todo preço alto é roubo (às vezes o produto é de outra marca ou vem com instalação), por isso cada caso tem a descrição e a prova para conferir. Quando a compra é um registro de preço, a quantidade é o máximo que a prefeitura pode comprar, então o valor pago a mais pode ser menor.
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Partido grande tem mais candidato, então sempre teria mais caso. Por isso cada partido é comparado com o normal pro tamanho dele: quanto teria se o dinheiro que sumiu (condenações do TCU) fosse dividido pelo número de candidatos. "2 vezes o normal" quer dizer o dobro do esperado pelo tamanho. Clique no nome do partido para ver todo mundo dele com condenação, do maior valor para o menor. Os filtros de cima também valem aqui. O partido é o da candidatura, não o atual.
| Partido | Candidatos checados | Normal pro tamanho |
|---|
Partidos com menos de 300 candidatos checados ficam no fim da tabela: com tão pouca gente, um caso a mais ou a menos muda muito a conta.
Quanto cada prefeitura gastou
Contas de 2025 que cada prefeitura entregou ao Tesouro Nacional, comparadas com cidades do mesmo tamanho. Gastar muito não prova desvio: cidade com royalties de petróleo, minério ou usina recebe muito e gasta muito. O que chama atenção é gastar bem mais que cidades parecidas, principalmente com Administração (a máquina da prefeitura) e com a Câmara de Vereadores.
Verba que os políticos mandam
Todo ano cada deputado e senador escolhe para onde vai uma parte do dinheiro do governo federal: qual cidade, qual entidade, às vezes direto para uma empresa. O nome oficial disso é "emenda parlamentar". Aqui está o que foi pago desde 2019 e para quem, segundo o Portal da Transparência do governo.
Dinheiro público que foi para empresas de políticos
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| # | Político | Cargo | Partido | Valor | Por onde |
|---|
Cruza o cadastro de sócios e dirigentes da Receita Federal com verbas (emendas), gastos do mandato (cota), o fundo eleitoral de 2026 e compras das prefeituras. Entra a verba que o próprio político mandou para a empresa dele e a verba que outros mandaram para empresa de quem já foi eleito. Só conta pagamento feito quando a pessoa já estava na empresa. Estatais ficam de fora. Clique no nome para ver cada pagamento e a prova.
Verba para associações, fundações e cooperativas dirigidas por políticos
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Aqui não tem dono: o político aparece no cadastro da Receita Federal como presidente, diretor ou conselheiro da entidade. Muitas são hospitais filantrópicos e Santa Casas, e receber verba não prova nada errado. Por isso fica separado das empresas. Só conta verba paga quando a pessoa já dirigia a entidade.
Verba paga a empresas e entidades que estavam proibidas de vender para o governo
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Quem mais mandou verba
| # | Parlamentar | Pago | Verba Pix | Para onde mais foi |
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Verba Pix é o dinheiro que cai direto no caixa da prefeitura ou do estado, sem dizer em que vai ser gasto. Pagamento a órgão ou empresa com sede em Brasília aparece como Brasília. Verba mandada em grupo (pela bancada do estado, por uma comissão ou pelo relator do orçamento) não tem um dono só e fica de fora desta lista.
O que é
Um site que junta, num lugar só, o que os órgãos oficiais já registraram sobre cada pessoa que se candidatou em 2018, 2020, 2022, 2024 ou 2026. O computador cruza as listas pelo CPF. Ninguém escreve nada à mão: o que aparece é o que o órgão publicou, sempre com o link para você conferir.
De onde vêm os dados
Dados atualizados em . Tudo roda de novo todo dia.
- TSE (Tribunal Superior Eleitoral): lista de candidatos e candidaturas barradas ou cassadas.
- TCU (Tribunal de Contas da União): o tribunal que confere se o dinheiro federal mandado para prefeituras, estados e órgãos foi bem usado.
- CGU (Controladoria-Geral da União): cadastros de quem foi condenado por improbidade e de servidores expulsos do governo federal.
O que cada situação quer dizer
- Decisão final
- Não dá mais para recorrer. É uma condenação definitiva.
- Punição aplicada
- A punição está no cadastro oficial, mas o órgão não informou se ainda cabe recurso. Conta como condenação.
- Ainda cabe recurso
- Já houve decisão contra a pessoa, mas ela recorreu e o caso pode mudar. Aparece separado e não conta como condenação.
- Acusação derrubada
- A acusação não se manteve: a pessoa ganhou no recurso. Aparece na ficha por transparência, mas não conta no ranking.
Tipos de caso
- Dinheiro público que sumiu: a pessoa cuidou de dinheiro federal (um convênio, uma obra, um repasse para a prefeitura) e o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que o dinheiro foi desviado, mal usado ou gasto sem provar onde, e condenou a pessoa a pagar de volta. Ser condenado a pagar não quer dizer que pagou. Pode ser desvio, superfaturamento, obra não entregue ou simplesmente não ter prestado contas: a decisão completa está no link.
- Contas reprovadas ou multado pelo TCU: o TCU reprovou as contas, mas não apontou dinheiro sumido (às vezes só aplicou multa).
- Proibido pelo TCU de ocupar cargo de confiança: punição para irregularidades graves.
- Condenado na Justiça por improbidade: condenação por usar o cargo de forma desonesta ou causar prejuízo aos cofres públicos (Lei de Improbidade).
- Servidor punido: demitido, destituído ou que perdeu a aposentadoria no governo federal.
- Justiça Eleitoral: candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa, ou cassada por compra de voto, abuso de poder, dinheiro ilegal na campanha ou uso do cargo público a favor da campanha. Motivos só de papelada (documento faltando) ficam de fora. A fraude na cota de mulheres também fica de fora, porque cassa a chapa inteira do partido de uma vez, inclusive quem não teve nada a ver.
De onde vêm os valores em reais
O TCU publica o texto de todas as suas decisões. Para cada condenação de um candidato, o site lê a decisão e soma o dinheiro que sumiu (o que o tribunal condenou a pessoa a pagar de volta) e, separado, a multa. O que ela já tinha pagado de volta é descontado.
- É o valor da época: o número que está na decisão, sem correção nem juros. A dívida de hoje é maior.
- Dívida em conjunto: quando o TCU condena duas ou mais pessoas (ou uma empresa) pelo mesmo dinheiro, cada uma pode ser cobrada pelo valor todo. Por isso o valor inteiro aparece para cada uma, e a soma do topo pode contar o mesmo dinheiro mais de uma vez.
- Sumiu não quer dizer roubo provado. Em parte dos casos a pessoa não prestou contas e a decisão não diz se o dinheiro foi desviado: só que ela não provou onde ele foi parar. O TCU julga contas, não crimes.
- Antes de 1994 a moeda era outra (cruzeiro). Esses valores não entram na soma; a ficha avisa e mostra o trecho.
- A leitura é automática. A ficha mostra o trecho da decisão de onde saiu o número, para qualquer um conferir.
Emendas, cota parlamentar e bens
- Emendas: dinheiro do orçamento federal que cada deputado e senador escolhe para onde vai. Vem do Portal da Transparência, com quem recebeu cada pagamento desde 2019. O autor é ligado ao candidato pelo nome parlamentar; se houver dois com o mesmo nome, não liga.
- Cota parlamentar: notas que cada deputado federal apresentou à Câmara para ser reembolsado (combustível, carro, escritório, divulgação). Ligada pelo cadastro oficial do deputado.
- Pago a quem estava proibido de contratar: o site cruza quem recebeu emenda ou cota com o cadastro de punidos da CGU (CEIS). Só conta a declaração de inidoneidade (vale para qualquer governo) e o impedimento ou a suspensão dados por órgão federal, e só se o pagamento foi depois do mês em que a punição começou. O pagamento pode ser de contrato assinado antes da punição, que a lei permite manter.
- Bens: o que cada candidato declarou ao TSE em cada eleição, pelo valor que ele mesmo digitou. Tem erro de digitação na base do TSE.
- Empresas dos políticos: vêm do cadastro de sócios que a Receita Federal publica todo mês. A Receita mostra o nome do sócio e só os 6 números do meio do CPF; o site liga ao candidato quando o nome completo e esses 6 números batem. O CPF serve só para essa ligação e não aparece no site.
- Dinheiro público para empresa de político: nota da cota do mandato, verba (emenda) mandada pelo próprio parlamentar, gasto da campanha de 2026 pago com fundo eleitoral ou partidário, ou compra da prefeitura onde a pessoa era prefeito, vice ou vereador, pago a empresa da qual ela já era sócia ou dirigente na data. Também entra a verba mandada por outros políticos para empresa de quem já foi eleito. Só conta empresa privada, que tem dono: estatal (como Infraero e Dataprev), cooperativa, associação, fundação e hospital filantrópico (Santa Casa) ficam de fora, porque presidente ou diretor dessas entidades não fica com o dinheiro que elas recebem. A Receita só mostra o quadro atual, então quem já saiu da empresa fica de fora. As compras de prefeitura são só as que o site já lê do Portal Nacional de Contratações (as mesmas da aba Preço inflado). Receber verba não prova nada errado: a ficha mostra o pagamento e a prova para cada um conferir.
Prefeituras
A aba Prefeituras usa as contas anuais que cada prefeitura é obrigada a entregar ao Tesouro Nacional (SICONFI). Para cada cidade aparece quanto ela gastou, quanto isso dá por morador e em que áreas. O "normal" é o gasto por morador da cidade do meio (a mediana) entre as cidades do mesmo tamanho.
- Gastar muito não prova desvio. Cidade com royalties de petróleo, minério ou usina recebe muito dinheiro e gasta muito: a ficha mostra quanto veio de royalties.
- O que vale olhar com atenção é gasto muito acima do normal em Administração (a máquina da prefeitura: salários, aluguel, contratos de apoio) e na Câmara de Vereadores.
- O prefeito e os vereadores que aparecem são os eleitos em 2024. Quem assumiu depois (por cassação ou morte) ainda não aparece.
Regras para não favorecer ninguém
- As mesmas regras valem para todos os partidos e todos os candidatos. Não existe lista feita à mão.
- O cruzamento é pelo CPF, então ninguém é confundido com outra pessoa de mesmo nome. No cadastro de servidores, onde o CPF vem escondido em parte, a ligação exige o nome completo igual e os seis números do meio do CPF.
- O ranking conta só condenações. O que ainda cabe recurso aparece separado e o que foi derrubado não conta.
- Na comparação entre partidos vale a conta "a cada mil candidatos", não o total, porque partido grande sempre teria mais.
- O CPF de ninguém aparece no site.
O que ainda não entra
- O TCU só julga dinheiro federal. Dinheiro do estado e da prefeitura é com os tribunais de contas estaduais, que ainda não entraram.
- Em 2024 o TSE parou de divulgar o CPF dos candidatos. Só dá para checar quem também concorreu em 2018, 2020, 2022 ou 2026. Os casos da Justiça Eleitoral de 2024 aparecem para todo mundo.
- Só o TCU informa valor em reais. Condenações por improbidade e da Justiça Eleitoral aparecem sem valor.
- Processos criminais e investigações ainda sem decisão não entram, porque não existe lista pública com CPF para eles.
- Por isso, "nenhum registro" quer dizer "nada nessas listas", e não "ficha limpa garantida".
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Abra um pedido de correção no GitHub com o link da fonte oficial. Casos de outras fontes também podem ser enviados, desde que tenham número de processo e link para a decisão.